Quatro tipos de turno no SYSDO e quando usar cada um
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Configurar turnos é a parte do sistema de ponto que todo mundo adia. Parece trabalho de configuração, então é feito mal uma vez e ninguém mais volta lá — e todos os relatórios seguintes herdam essa primeira decisão ruim.
O SYSDO oferece quatro tipos de turno. Escolher o certo para cada equipe leva cerca de dez minutos e define o valor que os seus dados de folha de pagamento terão pelo resto do ano.
Comece pelo básico
Faça login e abra Administração — o ícone de engrenagens no canto superior direito do menu principal. Em Turnos de trabalho, clique em + Adicionar.
A tela de configuração pede quatro informações:
- Nome do turno — algo que um gestor reconheça de imediato em um relatório.
- Período — diário, semanal ou quinzenal.
- Regras — trabalho em feriados, pausas automáticas, pausas para fumar.
- Valores para relatórios — jornada diária prevista e tipo de contrato.
Esses quatro campos valem para todos os tipos de turno. Configure uma vez e o resto leva dois minutos.

Turno fixo — quando o horário é o que importa
Se a sua operação funciona com horário definido, use um turno fixo. Entrada e saída são definidas com antecedência e são iguais em todos os dias em que o turno se aplica.
Selecione os dias da semana e escolha Trabalho – fixo na lista de tipos de turno. Informe o horário de entrada e saída — das 8:00 às 17:00, por exemplo — e a pausa.
As regras de pausa são configuráveis, não vêm impostas pelo sistema. Ajuste-as à legislação trabalhista aplicável ao local onde a sua equipe realmente trabalha.
E aqui está o ponto relevante. Se alguém registra ponto às 7:30, o sistema começa a contar o turno às 8:00. Essa meia hora extra fica registrada à parte como hora extra não planejada, que o administrador pode aprovar, converter em banco de horas ou simplesmente ignorar.
A hora extra não planejada é a rubrica que ninguém coloca no orçamento. Enxergá-la como categoria própria — antes de fechar a folha, não depois — é boa parte da razão de ser do turno fixo.

Turno flexível — liberdade dentro de um limite
Nem todo mundo rende às 8:00. O turno flexível permite escolher quando começar e terminar, mantendo o total sob controle.
Escolha Trabalho – flexível e defina três valores: uma janela de entrada (das 7:00 às 9:00), uma janela de saída (das 15:00 às 17:00) e as horas obrigatórias por dia.
Cada pessoa organiza a própria manhã. Você continua com um número limpo no fim do mês. É a configuração que a maioria das equipes de escritório deveria usar e quase nenhuma usa.

Turno totalmente flexível — horas, não faixas de horário
Precisa de mais margem? O turno totalmente flexível elimina de vez as janelas de entrada e saída. Um limite amplo e um número a cumprir.
Escolha Trabalho – totalmente flexível, defina o intervalo de horário — das 5:00 às 23:00, por exemplo — e a meta de horas diárias. Tudo o que acontecer dentro do intervalo conta.
Serve bem para funcionários de meio período, equipes sazonais e trabalhadores por hora que definem o próprio ritmo e são avaliados por resultado, não por presença.

Turno livre — para funções que ninguém marca
Em algumas funções, controlar minutos exatos é encenação. Vendedores externos, gerentes de conta, qualquer pessoa com salário fixo e trabalho na rua: o turno livre registra a jornada padrão sem fiscalizar entradas e saídas.
Escolha Trabalho – livre e defina a jornada padrão. O sistema credita o dia e para por aí.
Vale dizer com clareza: decidir se uma função deve ser controlada ao minuto é uma questão de enquadramento trabalhista, e essa decisão é sua, não do software. O SYSDO oferece as duas opções — não escolhe por você.

Qual turno para qual equipe?
Não existe resposta única, e combinar vários tipos dentro da mesma empresa é o normal, não bagunça:
- Produção, almoxarifado e logística → turno fixo
- Escritório e administração → turno flexível
- Meio período, sazonais e horistas → turno totalmente flexível
- Gestores e vendedores externos → turno livre
Com técnicos de campo o cenário muda de novo: eles raramente estão perto de um terminal, então o registro precisa vir do celular. Se você já os despacha pelo RoutePlan, os registros feitos no local do atendimento entram no mesmo cadastro diário.
A mesma lógica vale para qualquer situação em que a presença precise estar ligada a uma pessoa específica e não a um crachá que passou de mão em mão — o raciocínio por trás da identificação do motorista responde exatamente ao mesmo problema dentro de um veículo.
O que vem a seguir
O próximo artigo trata da programação avançada: escalas rotativas definidas com semanas de antecedência e o que fazer com quem chega atrasado sistematicamente.